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Lição 04 - Vencendo as injustiças da vida - Revista Betel Jovens Conectar 1 trimestre 2021

Lição 04 - Vencendo as injustiças da vida

Revista Escola Dominical Betel Jovens Conectar+

1 Trimestre de 2021, ano 06 - Nº 16 Data: 24 de janeiro de 2021 Textos de Referência Gn 41.9-13

Versículo do dia

"O copeiro-mor, porém, não se lembrou de José; antes, se esqueceu dele". Gn 40.23

Verdade aplicada

Até mesmo nas injustiças da vida, Deus trabalha em nosso caráter.

Objetivos da lição

  • Esclarecer o lado pedagógico da injustiça;
  • Compreender que Deus é nosso juiz;
  • Mostrar que os injustos serão envergonhados.

Introdução

Ao longo da vida José teve a infelicidade de experimentar diversas vezes a injustiça por parte de familiares e pessoas inescrupulosas. A despeito das adversidades, José guardou a fé em Deus e, por Ele foi honrado.
#pontochave "Confiar na justiça de Deus é a melhor arma para vencer a injustiça".

1 - Crescendo diante das injustiças

Infelizmente, não temos como evitar as ações ou os levantes das pessoas contra a nossa vida, mas podemos escolher como enfrentaremos as injustiças e ofensas a nós direcionadas. José não se revoltou, não se desviou nem se vingou dos seus inimigos. Ele foi sábio pois confiou em Deus e a Ele entregou os seus problemas.

1.1. Enfrentando a hostilidade dos irmãos

Os irmãos de José o aborreciam pelo fato dele ser o amado do patriarca Jacó (Gn 37.4). A raiz do verbo aborrecer no texto original traz a ideia de odiar a ponto de tratar com desdém e hostilidade. A convivência com seus irmãos estava insuportável, mas José não se deixava abater pois tinha convicção de que Deus era o seu juiz. Ele era pacificador e não revidava, pois tinha o entendimento de que, aquele que toca nos justos, toca diretamente na menina dos olhos de Deus (Zc 2.8).

1.2. Amadurecendo diante das calúnias

O caráter de José mais uma vez estava sendo colocado à prova ao ser tentando pela mulher de Potifar. Há alguns anos enfrentara a inveja dos irmãos, agora teria que conviver com as mentiras de uma mulher ferida pela rejeição. É impressionante o quanto nossa estrutura se fortalece nos revezes. Não podemos sucumbir na adversidade. Deus estava preparando José para exercer um cargo de liderança, o que exigiria habilidades especiais. Às vezes, passamos por momentos incompreensíveis, mas precisamos nos conscientizar que Deus tem propósitos bem definidos em nossa vida (Jo 13.7).

Pega essa, vaso!

JOSÉ CONVIVEU COM A INDIFERÊNÇA SEM PERDER A FÉ Ninguém acreditava nele (37.5-10). Seu pai, seus irmãos duvidavam de tudo o que Deus vinha lhe falando. Mas o Senhor era com José (39.2,21). No fundo ele sabia que Deus dirigia seus passos. Muitas vezes temos que conviver com a indiferença. Pessoas que não compartilham dos sonhos que Deus tem colocado em nossos corações. O vencedor será aquele que “diligentemente” viver nutrindo sua fé em Deus. A verdadeira fé está morta para a dúvida, surda para o desânimo, cega para as impossibilidades. Agostinho afirmou: “Fé é acreditar naquilo que não vemos, e a recompensa da fé é ver aquilo em que acreditamos”. Os sonhos de José se cumpriram porque era a vontade de Deus.

Refletindo

"Um bom cristão precisa preocupar-se com o exemplo que dá para todos à sua volta". Bispo Abner Ferreira

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2 - Crendo na justiça divina

A Bíblia diz que "a justiça humana é como trapos de imundícia diante de Deus". Infelizmente, existem pessoas que tomados por um desejo de vingança procuram a justiça terrena a fim de fazer agressores serem punidos. O cristão precisa aprender a esperar em Deus, somente Deus sabe como fazer justiça aos seus servos (Sl 11.7).

2.1. O tempo e a justiça divina

Analisando a história de José, percebemos que demorou, aproximadamente, treze anos para que Deus fizesse justiça e trouxesse a trama dos irmãos de José ao conhecimento do patriarca Jacó. Quando entregamos a Deus a vida daqueles que nos fazem mal, compreendemos que Deus sabe quando e como fazer justiça. A Bíblia afirma que Deus é o juiz justo (Sl 7.11) e nEle não existe injustiça (Sl 119.142). Estar conectados com Deus através da oração, pedindo a Ele que nos livre de toda raiz de amargura. José preferiu esperar na justiça divina a praticar com as próprias mãos, mesmo quando tinha autoridade e poder para tal.

2.2. É Deus que nos justifica

Em todas as injustiças sofridas por José, a única testemunha que ele tinha a seu favor era o próprio Deus. Os seus irmãos jamais contariam a verdadeira história; a mulher de Potifar tampouco assumiria a culpa; só restava a José confiar no Juiz de toda a terra. Existem momentos e situações em nossa vida em que somente Deus pode entrar com providência e fazer justiça. A ficha judicial de José não o impediu de ocupar um dos maiores cargos no governo egípcio, pois é Deus quem nos justifica (Rm 8.33). Podem tentar macular a nossa História, mas o precioso sangue de Jesus nos purifica de todo pecado (1Jo 1.7).

Pega essa, vaso!

JOSÉ CONVIVEU COM A TRAIÇÃO SEM PERDER A DOÇURA Foram três situações que contribuíram para “azedar” o coração de José: Primeiro: O fato de ser vendido como um animal por seus próprios irmãos (37.28). Segundo: A calúnia levantada pela mulher de Potifar (39.14) e Terceiro: José interpretou o sonho do copeiro, que ao ser libertado prometeu ajudá-lo a sair da prisão. Mas durante dois anos José ficou esperando preso injustamente (40.23). José conviveu com tudo isso e mesmo assim continuou sendo amável com as pessoas. Já na função de governador do Egito, ao reencontrar seus irmãos, chorou de forma tão expressiva que muitos o ouviram (45.1-3). José se revelou amável para aqueles que no passado lhe haviam feito muito mal. Ele não permitiu que as atitudes das pessoas ao seu redor mudassem o seu doce jeito de ser. Ele sabia que o único neutralizador do mal é o bem. Seu exemplo se encaixa perfeitamente nas palavras de Paulo em Romanos 12.21: “Não se deixem vencer pelo mal, mas vençam o mal com o bem”. Nós também precisamos superar nossa tendência natural à vingança. Para o nosso próprio bem precisamos entender que “Guardar ressentimentos gera estresse, ansiedade e incontáveis sentimentos de raiva. Se não for tratado, sérias consequências emocionais e físicas serão desencadeadas... O ressentimento não pune pessoa alguma além de nós mesmos. Não podemos guardá-lo e experimentar cura ao mesmo tempo” (Jeff Galiguira).

3 - O destino dos injustos

A Bíblia diz que horrenda coisa é cair nas mãos do Deus Vivo (Hb 10.31). Todos aqueles que se levantam contra os santos do Senhor experimentarão o peso da mão do Altíssimo. O grande desejo de Deus é a salvação de todos os homens mas, se não se arrependerem, receberão o castigo pelas injustiças cometidas (Rm 2.6-8).

3.1. Os irmãos de José

Quando José se dá a conhecer a seus irmãos, o passado vem à tona e agora os seus irmãos teriam que contar toda verdade para seu pai. Imagine a angústia de cada um deles, pois conviviam com a mentira e agora o oculto estava prestes a vir à tona. Achavam que podiam "resolver um problema", criando muitos outros! Tomados pelo medo, esperavam uma vingança por parte de seu irmão injustiçado. Contudo, ao se revelar aos irmãos: "Eu sou José, que vocês venderam como escravo", vemos que José se posicionou, chamou-lhes à responsabilidade e lhes ofereceu oportunidade de arrependimento. O perdão liberado por José e o arrependimento de seus irmãos possibilitaram o reencontro da família do patriarca Jacó.

3.2. A mulher de Potifar

A mulher de Potifar com seu ego ferido por ter sido rejeitado causou grandes problemas e grandes feridas sentimentais na vida de José, mas a justiça divina chegou no tempo certo, revelando o caráter ilibado de José. Restou àquela mulher ter que conviver com um marido que não confiava mais nela, e mais, ela teve que presenciar a ascensão de um escravo sentenciado a uma longa prisão, por causa de sua calúnia e infâmia, ser condecorado com o anel do rei do Egito. As atitudes sinceras de um servo fiel acumulam brasas de fogo na cabeça de seus ofensores (Rm 12.20).

Pega essa, vaso!

JOSÉ CONVIVEU COM AS ADVERSIDADES SEM PERDER A CAPACIDADE DE COMEÇAR TUDO DE NOVO Aonde ele chegava, em pouco tempo ele influenciava o ambiente. José acrescentava alegria, organização, bom serviço e espiritualidade. Até mesmo o grande Faraó conseguiu perceber o valor de José (41.40-43). Apesar de todos os fatos ocorridos com ele, José demonstrou ser um homem feliz. Talvez por isso, ele tenha encontrado a prosperidade no próprio lugar do seu sofrimento. A menos que vejamos a mão de Deus nos eventos de nossa vida, nos tornaremos preocupados e ressentidos. Muitos veem a felicidade como um lugar aonde chegarão um dia. Quando deveriam entender que a felicidade tem mais a ver com o caminho que escolhemos. A capacidade de começar de novo é uma marca dos grandes vencedores. Em cada circunstância devemos lembrar que “todas as coisas concorrem para o bem daqueles que são chamados segundo o seu propósito”. O momento pode parecer difícil, mas no fim, vai dar tudo certo se estivermos no centro da vontade de Deus.

CONCLUSÃO

José não permitiu que o ressentimento e a mágoa o conduzissem à vingança. Ele se manteve fiel a Deus, aos seus princípios e tornou-se um herói da fé.

Eu aprendi que

Diante das injustiças não devemos guardar ressentimentos ou revidar, pois o Senhor é quem nos justifica.
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